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Arroz de Marisco

O exuberante arroz de marisco português — caldoso, sem açafrão mas intenso, e a transbordar de marisco. Ao contrário de uma paelha seca, o arroz de marisco é caldoso, com o arroz cozido numa base profundamente saborosa de tomate, cebola, alho e coentros enriquecida com caldo de marisco até ficar solto e de colher, depois cheio de gambas, amêijoas, mexilhões e muitas vezes sapateira. Uns pingos de piri-piri trazem um calor suave. Servido diretamente do tacho com o marisco a transbordar, é o sabor da costa portuguesa e um prato generoso feito para partilhar.

Por Tiago Almeida · Portugal editor · Publicada 2026-06-03 · Atualizada 2026-06-03
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Preparação
30 min
Cozedura
40 min
Total
70 min
Rende
4 servings
Dificuldade
Medium
#portuguese#seafood#rice#shareable#weekend
Resposta rápida · Resposta em 30 segundos

Faça um caldo rápido de marisco com as cabeças e cascas das gambas (é aí que está o sabor). Faça um refogado cozinhando devagar muita cebola, alho e tomate em azeite com louro e bastante coentro fresco, depois junte um pouco de concentrado de tomate e deixe apurar. Junte o arroz para envolver, deite o caldo de marisco quente com generosidade (mais do que para um arroz seco — deve ficar caldoso), e deixe cozer até o arroz estar quase pronto mas o prato ainda caldoso. Nos últimos minutos junte as amêijoas, os mexilhões e as gambas só até abrirem e ficarem rosadas. Termine com piri-piri e mais coentros, e sirva de imediato, solto e a fumegar.

  • Faça caldo com as cascas e cabeças das gambas — é a espinha dorsal do sabor; não use água simples.
  • Mantenha-o caldoso: use mais líquido do que num arroz seco e sirva solto e de colher, não seco como a paelha.
  • Junte o marisco mesmo no fim, só até abrir/ficar rosado, para ficar tenro; termine com coentros e piri-piri.

Equipment

  • Tacho grande ou cataplana
  • Passador (para o caldo)

Ingredientes

Caldo e marisco

  • 400 g gambas inteiras (cascas e cabeças reservadas para o caldo)
  • 400 g amêijoas, limpas; 400 g mexilhões, limpos
  • Opcional: pedaços de sapateira ou lagostins

Base e arroz

  • 250 g arroz carolino (ou outro de grão curto/médio)
  • 2 cebolas, picadas; 4 dentes de alho
  • 2 tomates maduros; 1 c. sopa concentrado de tomate; louro
  • Azeite; muito coentro fresco; piri-piri; vinho branco (opcional)

Preparação

  1. PASSO
    01

    Descasque as gambas, reservando as cascas e cabeças. Aloure as cascas e cabeças num pouco de azeite, depois cubra com água, junte uma folha de louro e deixe ferver 20 minutos. Coe, espremendo as cascas, para obter um caldo bem saboroso. Mantenha quente.

  2. PASSO
    02

    Num tacho grande, cozinhe devagar a cebola picada e o alho em azeite até ficarem macios e doces. Junte o tomate picado, o concentrado de tomate e um pouco de vinho branco, e cozinhe até obter uma base apurada. Junte um bom punhado de talos de coentro picados.

  3. PASSO
    03

    Junte o arroz e mexa um minuto para o envolver na base.

  4. PASSO
    04

    Deite o caldo de marisco quente com generosidade — mais do que usaria para um arroz seco, pois este deve ficar caldoso. Tempere e deixe cozer até o arroz estar quase pronto mas o prato ainda solto e caldoso, cerca de 12–15 minutos, juntando mais caldo ou água à medida que absorve.

  5. PASSO
    05

    Junte as amêijoas e os mexilhões, depois as gambas descascadas (e a sapateira, se usar), tape e deixe cozer só até as conchas abrirem e as gambas ficarem rosadas, uns minutos — descarte as que não abrirem. Junte piri-piri a gosto e muito coentro picado. Sirva de imediato, solto e a fumegar, diretamente do tacho.

Make ahead

A base de sabor pode ser feita com antecedência: prepare o caldo de marisco e o refogado de tomate de véspera (ambos duram um ou dois dias, ou congele o caldo), o que deixa só a cozedura rápida do arroz e do marisco para o último minuto. Mas o arroz e o marisco têm de ser cozinhados na hora e servidos logo, para ficarem caldosos e tenros — não é um prato para cozinhar totalmente antes. Limpe as amêijoas e os mexilhões com antecedência também.

Storage

O arroz de marisco é mesmo melhor comido na hora, enquanto está caldoso e o marisco acabado de cozer — o arroz continua a absorver líquido e a amolecer, e o marisco reaquecido fica rijo. Se tiver de guardar sobras, refrigere até um dia e reaqueça com mais caldo ou água para o soltar de novo, aceitando que a textura não ficará tão fresca. Não congela bem. Faça só o que vai servir.

Variations

Cataplana

Cozinhe-o numa cataplana (o tacho de cobre articulado do Algarve) para uma bela versão estufada e aromática.

Arroz de tamboril

O primo de peixe (arroz de tamboril) usa pedaços de peixe firme no mesmo estilo caldoso.

Lavagante

O arroz de lavagante usa lagosta para uma versão luxuosa de ocasião especial.

Serve with

Um vinho branco fresco (Vinho Verde ou Alvarinho)Pão de qualidadeMais molho de piri-piriUma salada verde simples

Nutrition per serving

480 kcal 12 g fat 62 g carbs 30 g protein 5 g sugar 3 g fiber 880 mg sodium
Allergens: Crustaceans, Shellfish, Mollusks
Diet: Gluten-free, Dairy-free, Pescatarian

Nutrition values are estimates based on the metric measurements. Adjust as needed.

Perguntas frequentes

O que é o arroz de marisco?

O arroz de marisco é o clássico arroz português de marisco — um arroz caldoso, à base de tomate, cozido em caldo de marisco e carregado de gambas, amêijoas, mexilhões e muitas vezes sapateira, terminado com coentros frescos e um toque de piri-piri. Ao contrário da paelha espanhola, é propositadamente caldoso e de colher em vez de seco, e serve-se tipicamente diretamente do tacho para partilhar. É um dos pratos mais queridos de Portugal, sobretudo no litoral, e um centro de mesa generoso para um convívio.

Em que difere da paelha?

Ambos são pratos de arroz com marisco, mas a textura e o método diferem. A paelha (espanhola) coze numa frigideira larga e baixa e é seca, com o arroz espalhado fino e até uma crosta apreciada (socarrat) no fundo. O arroz de marisco (português) é caldoso — solto, quase como uma sopa muito espessa — cozido num tacho fundo, com muito mais líquido, e temperado com coentros e piri-piri em vez de açafrão. Por isso é mais húmido, caldoso e com mais ervas do que a paelha.

Porquê fazer caldo com as cascas?

As cascas e cabeças das gambas estão cheias de sabor, e ferver tudo num caldo rápido é o que dá ao arroz de marisco o seu sabor profundo e inconfundível a marisco — usar água simples deixa o prato sem graça. Aloure primeiro as cascas para desenvolver sabor, depois ferva e coe. Este é o passo mais importante para um bom arroz de marisco, por isso não deite fora essas cascas. O mesmo vale para a água de cozer mexilhões/amêijoas, que também pode juntar.

Que arroz devo usar?

Um arroz de grão curto ou médio que absorva líquido e fique um pouco cremoso é o melhor — em Portugal, o arroz carolino é o tradicional. O bomba espanhol ou outros arrozes de grão curto tipo paelha/risoto também resultam bem. Evite arroz de grão longo como o basmati, que fica solto e não dá a consistência caldosa e ligeiramente amilácea certa. Como o prato é caldoso, quer um arroz que beba o caldo saboroso mantendo tudo solto e de colher.

Como evito cozer demais o marisco?

Junte o marisco só nos últimos minutos, quando o arroz estiver quase cozido. Ponha primeiro as amêijoas e os mexilhões (precisam de abrir ao vapor), depois as gambas descascadas, tape e coza só até as conchas abrirem e as gambas ficarem rosadas — depois pare. Descarte as amêijoas ou mexilhões que não abrirem. As gambas cozidas demais ficam borrachudas e o marisco rijo, por isso deixá-lo para o fim, e servir de imediato, mantém tudo tenro e suculento.

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